22 de julho de 2010

Michael Sheen: Um Volturi, um Lycan, um Coelho

Michael Sheen é um dos mais versáteis atores no mundo e ele aproveita a fama de sua carreira. Ele interpretou um Lycan, na série Anjos da Noite, um membro do clã Volturi, em A Saga Crepúsculo: Lua Nova e o Coelho Branco, em Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Ele também interpretou personalidades da vida real como o apresentador de TV David Frost, o legendário técnico de futebol inglês Brian Clough e o Primeiro Ministro Britânico, Tony Blair. O ator fará uma dublagem no próximo desenho Sininho Salva as Fadas e também tem um papel em Tron: O Legado.
Enquanto promovia o filme Alice no País das Maravilhas, Sheen reservou um tempinho para conversar com a ADD sobre seu mais recente trabalho, sua carreira multifacetada e sobre a ascensão do astro Robert Pattinson.


Recentemente, você  interpretou Tony Blair pela terceira vez. Você  é como Martin Sheen interpretando o Presidente dos Estados Unidos.
Eu acho que sim. Nós sempre falamos disso como se fossem três filmes. O primeiro foi para a TV Britânica, chamado The Deal e, posteriormente, nós fizemos A Rainha. O terceiro é The Special Relationship. Blair sempre esteve envolvido nesses três acontecimentos. Todos os filmes foram escritos pela mesma pessoa (Peter Morgan), por esse motivo eu os fiz. Eu não sou seguidor de Blair, apenas o interpretei três vezes por que foi a mesma equipe por trás de tudo isso, mas acho que agora já acabou.
Do que fala o último filme?
Fala sobre a relação de Blair com a América e foca nele e em Clinton.
Foi um desafio você  voltar para esse papel e tentar fazer algo novo?
Sempre há um risco em não poder fazer algo novo. O filme The Deal acaba com Blair se tornando líder do Partido Trabalhista. A Rainha segue com ele se tornando Primeiro Ministro e uma semana antes no seu gabinete. E agora este é anterior aos acontecimentos de The Deal e vai muito além de A Rainha, então há muito mais amplitude. É um diferente tipo de jornada para Blair, então há sempre algo novo, pois é uma etapa diferente em sua vida e com um foco diferente. Cada vez que eu volto para esse personagem, eu acrescento um pouco mais e surge mais profundidade, cor e textura.
Você  já fez muitos dramas e filmes épicos. O fato de você interpretar um membro dos Volturi em um minuto e no minuto seguinte estar retratando um famoso apresentador de TV lhe agrada?
É isso que eu amo no meu trabalho. Foi por isso que entrei nisso, eu imagino. Eu tenho muitas facetas de mim mesmo e essa variedade que torna tudo interessante para mim.
Como Lucian, na série Anjos da Noite, você teve de apelar para o seu lado durão.
Absolutamente.
Então, você  interpreta alguém como o técnico de futebol Brian Clough, em Maldito Futebol Clube. Eu tive a impressão que se eles quisessem, os jogadores poderiam acabar com a raça dele, mas ele os dominou. Foi interessante como você lidou com a personalidade intimidadora dele.
Eu achei que Brian Clough foi inacreditavelmente intimidador. Ele apenas dominava as pessoas nos times. Na verdade, ninguém queria encontrá-lo. Li sobre o assunto e conversei com algumas pessoas que disseram que ele poderia ser um homem muito assustador, certamente com uma presença intimidadora. Ele tinha muita autoconfiança. Quando alguém entra em uma sala com você, parecendo ter essa autoconfiança, pode ser uma experiência opressora a não ser pelo fato de que ele tinha consciência disso. Ele era astuto e tinha boa oratória. Pesquisei muito sobre líderes de cultos, pois o que mais achei sobre Clough era que ele trabalhava com os times de uma maneira muito parecida. É possível ver alguém que pode dominar as pessoas daquele jeito e fazer jogos de mentes. Não se poderia prever o que ele iria fazer- se te beijaria, te bateria ou gritaria com você- então, ele liderou com uma combinação de inspiração, respeito e medo.
Muito tem se falado sobre A Saga Crepúsculo: Eclipse. Você trabalhou com Robert Pattinson em Lua Nova. O que você achou dele e você acredita que ele possa ser bem sucedido em outro papel que não Edward?
Tenho certeza que ele não terá  nenhuma crise pessoal se a audiência irá aceitá-lo ou coisa assim. Ele, com certeza, tem vontade de estender mais sua carreira de ator e tentar coisas diferentes. Ele está com um projeto (diferente) no momento, não está?
Sim, o filme Lembranças, que é muito bom.
Eu ouvi falar. Acho que ele não terá nenhum problema. Ele, provavelmente, sempre será Edward Cullen para toda uma geração, mas acho que ele não terá problemas fazendo isso. E ele é adorável. É um rapaz inglês muito legal e parece ser pé no chão. É muito humilde, agradável e trabalhador. Ele leva muito sério o que faz. Acho que o jovem rapaz está indo muito bem.
Parece que você  está ótimo.
No momento, estou curtindo tudo. Sinto-me muito feliz em trabalhar nesses projetos inacreditavelmente emocionantes – de todos os gêneros: desde o de baixo orçamento ou independente aos filmes com grandes avanços tecnológicos.
Você  estava ótimo em Frost/ Nixon na Broadway. Você voltará logo para a Broadway?
Espero que sim. Isso seria ótimo. Ainda não tenho planos, mas quero tentar fazer uma peça a cada dois anos, pelo menos. A ideia de que algo pode ir para a Broadway é sempre uma expectativa emocionante. Há muito glamour e emoção nisso, então eu espero que sim. Se e quando eu voltar, será a minha terceira vez na Broadway, então eu acho que será especial.

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