24 de julho de 2010

Dose entrevista Xavier Samuel

É melhor Xavier Samuel colocar os fones de ouvido. O ator australiano, mas conhecido em sua terra natal por seus filmes independentes, está ganhando a cena (e os corações) como o novo gato da popular franquia Crepúsculo. Samuel venceu Channing Tatum e Tom Felton ao ganhar o papel de Riley em Eclipse, o sanguinário vampiro que tem a missão de montar um exército de recém-criados a pedido de Victoria para destruir Bella.
O ator de 26 anos conversou com o Dose sobre a franquia, sobre sua relação com Bryce Dallas Howard e sobre ser atacado por um guaxinim em Vancouver.
Você  é novo nessa histeria toda que ronda a franquia Crepúsculo. Como está lidando com isso?
É algo maravilhoso, todas essas pessoas mostram seu apoio às histórias e são muito apaixonadas por ela. É intimidador quando você está trabalhando no personagem porque você tem que trazê-lo à vida da maneira certa, já que muitas pessoas amam tanto esses personagens.


A convenção em Los Angeles foi sua primeira experiência intensa com esses fãs?
Sim. Foi loucura. Eles meio que nos empurraram em um mar com 2.000 pessoas. Foi bizarro. Mas eles são muito amáveis. Acho que os fãs vão rir e torcer por qualquer coisa que dissermos.
Você  sabia alguma coisa da franquia antes de assinar para participar dela?
Bem, eu não tinha a caixa de fósforos ou as fronhas da Saga, nem nada desse tipo.
Que vergonha!
(risos) Eu sei! Bem, eu sabia que era uma série bem popular, já tinha visto os pôsteres atrás dos ônibus. E quando eu fiquei sabendo que ia participar da audição, um monte de amigos meus meio que pularam do armário de Crepúsculo e ficavam, ‘Ah Meu Deus! Você tem que fazer esse filme!’ E ficaram super empolgados com isso. Mas sim, eu não sabia muito sobre a série não.
Esse é o seu primeiro filme americano?
É sim.
Você  decidiu começar com filmes pequenos, né?
Sim, eu pensei em começar com pequenos filmes independentes. (risos)
Você  ficou intimidado em dar esse grande salto e entrar para a franquia?
Acho que se eu parasse para pensar nisso, eu ficaria louco. Só me foquei em dar o meu melhor nesse trabalho. E o que facilitou o processo todo foram as pessoas com quem trabalhei, elas eram pé-no-chão e estavam focadas em fazer um bom trabalho também.
Como foi trabalhar com o David Slade?
Acho que ele fez um trabalho maravilhoso. Ele tirou aquele lado sombrio do livro. Ele fez o Meninamá.com. Você assistiu?
Sim, fiquei semanas com esse filme na cabeça.
Sei como é. Você percebe que ele não é somente brilhantemente técnico, ele é também um ator e muito inteligente. Não fico surpreso que o Eclipse seja tão emocionante.
Sua primeira cena é intensa. E mostra o tom que o resto do filme terá.
Sim, foi intenso gravá-la também. Estávamos nas docas e havia máquinas que simulavam uma chuva e tudo estava bem escorregadio. É um ótimo jeito de apresentar o personagem.
Li todos os livros… só  porque, você sabe, é o meu trabalho.
Ah sim, com certeza. (risos)
Mas do que eu me lembro de Eclipse, o Riley quase nem aparece. Mas no filme, ele é um dos personagens principais.
Isso mesmo. Quando eu consegui o papel, eu folheava as páginas do livro e pensava , ‘Cadê o Riley? Cadê o Riley? Cadê o Riley?’ Mas acho que essa é uma das coisas legais do filme, é a primeira vez que a história sai da perspectiva da Bella. Não só eu tive mais o que fazer, mas o filme deu a oportunidade de aprendermos mais sobre os Cullen. Ficamos sabendo as histórias do Jasper e da Rosalie, o que ficou bem legal.
Uma coisa sobre o Riley, comparando o filme com o livro, é que o público parece gostar mais dele agora. Você se sente mal sobre o jeito que a Victoria o usou. Você e o David conversaram sobre isso, sobre ele ser um cara torturado que acaba virando um vilão?
Sim, isso foi muito importante. Conversamos sobre essa relação do Riley e a Victoria é parecida com a da Lady MacBeth e o MacBeth. Ela o manipula, o tem na palma de sua mão e ele faz qualquer coisa por amor, mesmo quando o assunto é montar um exército de recém-criados. Mas acima de tudo, conversamos em como sua humanidade foi tirada dele, e o resultado disso foi que ele virou uma pessoa intensamente ciumenta e maldosa. Ele está lutando com isso, é um personagem muito complexo.
Você  fez a maioria das cenas com a Bryce Dallas Howard. Como foi trabalhar com ela?
Ela é a mulher mais malvada, consumista, egoísta que já conheci em minha vida.
Nossa. Fale tudo mesmo!
(risos) Não, só posso falar coisas boas sobre a Bryce. Ela é super talentosa, trabalha muito, até mais do que qualquer outra pessoa que já conheci, ela é muito legal. Me ajudou demais. Quando eu estava em Los Angeles, ela me deixou ficar na casa dela e do seu marido Seth, que é um ótimo cara de quem fiquei bem amigo. E eles têm um filhinho, o Theo de três anos. Quando eu voltei dessa vez e fui vê-lo, ele ainda estava obcecado pelo mesmo filme que eu – Carros. Então era como se eu nunca tivesse indo embora da casa deles. Ele ficava tipo ‘Olá, Xavier. Vamos assistir ao Carros!’
Todas as cenas de vocês juntos são intensas. Você tentou aliviar o clima entre as tomadas?
Às vezes não, porque havia o perigo de acabar com o cenário se liberássemos toda nossa energia. Mas às vezes, o único jeito que havia para aguentarmos essas cenas é que acabávamos rindo logo que eles as cortavam, porque você tem que aliviar toda aquela tensão. Por falar nisso, a Bryce e eu estávamos ensaiando a nossa grande cena uma noite antes, e não conseguíamos parar de rir. E aí olhamos um para o outro e dissemos, ‘Ah, meu Deus, como faremos isso amanhã sem estragar tudo?’
Como você  se prepara para um personagem como ele? Você viu algum filme em particular ou escutou alguma música que o ajudou a entrar no personagem?
Na verdade, sim. O David Slade me falou para assistir ao Blade Runner, que eu não tinha visto ainda, que é parecido. Mas o vilão está lutando para controlar seus sentimentos, e foi uma fonte de inspiração para mim.
A Stephenie Meyer acabou de lançar o A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, no qual o personagem do Riley é importante. Você gostaria que esse livro virasse filme?
Com certeza! É uma chance de voltar ao mundo de Crepúsculo. Antes das gravações começarem eles me deram uma cópia para ler, foi até mesmo o David Slade que me entregou. Havia um esquema de segurança por trás dele. Na verdade, acho que eu ainda tenho essa cópia. Eu deveria ter devolvido. Oops!
Bem, agora já está nas livrarias, então provavelmente você está a salvo.
Sim. (risos) Mas ele me deixou informado sobre muitas coisas porque no Eclipse não há muito sobre ele, mas no livro da Bree você aprende mais sobre o Riley e sobre sua relação com a Victoria, foi uma mina de ouro de informações.
Acredito que fazer parte dessa franquia abrirá muitas portas para você.
É sim. Acabei de voltar de Berlim, onde estava gravando um filme do Roland Emmerich, foi bem legal. É algo novo para ele porque não se trata do fim do mundo, é sobre Shakespeare. O filme contesta a autoria das suas peças, então eu realmente fui de um vampiro mal a um aristocrata Elisabetano.
Última pergunta: É verdade que você foi atacado por um guaxinim no Stanley Park?
Fui sim! A Bryce e eu estávamos andando no Stanley Park. Ele tinha olhos cinzentos, e eu já devia saber que ele estava armando alguma. Eu gostaria de ter visto as fotos…
Espere, há  fotos dele te atacando?
Sim. Bem, a Bryce estava tirando fotos e eu queria uma com aquele pequeno guaxinim porque nunca tinha visto um antes. E sentei próximo a ele e ele foi chegando perto de mim. Então ele pulou em cima de mim e mordeu o meu dedo. Ficou uma foto muito legal com aquela bola peluda em cima de mim. E a Bryce ficou rindo e tirando fotos. Eu estava tipo,‘Ei, eu preciso ir para o hospital.’ Estava preocupado em virar um vampiro guaxinim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário